NOTÍCIAS E EVENTOS

Diário de jovem judia vi ser publicado 70 anos depois

September 21, 2019

Demasiado doloroso para a família, foi guardado num cofre de um banco, de onde saiu por insistência de uma sobrinha. O testemunho deixado por Renia Spiegel, já comparada com Anne Frank, revela os seus últimos anos e a forma como a jovem observou e sentiu a ocupação nazi, até ser morta, pouco depois de atingir a maioridade

"Enfrentar a sobrevivência"

September 21, 2019

A exposição de USC Shoah Foundation / USC Fisher Museum of Art "Enfrentar a sobrevivência | David KASSAN" abre ao público hoje.

"A mulher que escondeu Anne Frank”, Miep Gies

September 21, 2019

Ao longo de mais de dois anos, Miep e o marido ajudaram a esconder judeus numa Holanda tomada pelos nazis. Como milhares de heróis desconhecidos do Holocausto, eles arriscaram diariamente a vida ao levar alimentos, livros, notícias e carinho às vítimas.

Miep trabalhava como assistente de Otto Frank, o pai de Anne Frank, e tornara-se íntima da família. Ao longo de 25 meses, ela e o marido mantiveram a família Frank escondida no anexo de um prédio de Amesterdão até serem traídos por uma denúncia anónima. Quando a Gestapo invadiu o esconderijo, a 4 de agosto de 1944, e prendeu todos os seus ocupantes, deixou para trás o diário de Anne e outros dos seus escritos, em folhas soltas, Miep recolheu esses escritos na esperança de voltar a encontrar Anne e lhos poder entregar.

Neste livro intemporal, Miep relembra esses dias tortuosos e fá-lo com uma clareza e uma emoção vívidas. A narrativa vai da sua própria infância, enquanto refugiada da Primeira Guerra Mundial, até ao momento em que entrega a Otto Frank - o único dos ocupantes do esconderijo a sobreviver ao Holocausto - o pequeno diário axadrezado. Até então, não fora lido por ninguém.

​​​​​​​Museu da Farmácia premiado por preservar a memória do Holocausto

September 21, 2019

11 de Abril de 1945. Melvin Libermann foi um dos soldados da Terceira Divisão do Exército americano que ocupou o campo de concentração de Buchenwald. Eram 15h15. A hora da libertação permanece imortalizada no relógio da torre do campo que, naquele dia, ainda aprisionava 21 mil pessoas. 900 crianças. Não havia câmaras de gás no campo construído na colina de Ettersberg, a oito quilómetros da cidade de Weimar, no Leste da Alemanha. Ainda assim, calcula-se que ali tenham morrido 56 mil pessoas. Uma em cada cinco das que por lá passaram entre 1937 e 1945. Vítimas de fome, doenças, assassinato ou experiências médicas com vacinas e tratamentos contra doenças contagiosas, como o tifo, a febre tifóide, a cólera e a difteria.

 

Requisitado para exercer a actividade de farmacêutico, o jovem solda​​do não estava preparado para o que encontrou quando atravessou o portão, encimado pelo lema “Jedem das seine” (A cada um o seu). Como os restantes companheiros de armas, sabia que os judeus estavam a ser presos e recolocados, tinha ouvido falar de execuções. Mas era inimaginável um horror com tamanha dimensão. Melvin, também ele judeu, contou que entrar naquelas casernas cheias de seres humanos cadavéricos foi como entrar noutro mundo, um «inferno humano». O cheiro era nauseabundo.

Aniversário da Memoshoá

August 04, 2019

A Memoshoá comemora este ano o seu 10º aniversário. Ao longo destes 10 anos de existência a Memoshoá tem-se dedicado ao ensino e formação,  assim como a preservar a memória do Holocausto.

Judia recebe carta da irmã 74 anos depois. Missiva passou por Portugal

March 13, 2018

Fanny Gewürz escreveu a carta em 1944, quando fugia da perseguição nazi.

Aautarquia de Lérida, na Catalunha, fez entregar esta manhã a Rachel Furstenberg, em Israel, uma carta escrita pela sua irmã, Fanny Gewürz, em 1944, depois de atravessar os Pirenéus, quando fugia da perseguição nazi.

Rachel Furstenberg, cujo sobrenome de solteira era Gewürz, residia na altura em Tel Aviv, onde se havia refugiado anos antes, e nunca chegou a receber a carta. De acordo com o El Mundo, a carta foi encontrada em Sort no ano passado mas passou por Espanha, Portugal e Egito antes de ser devolvida aquela localidade de Lérida.

A missiva foi encontrada entre os pertences dos filhos dos donos da albergaria onde Fanny Gewürz se havia hospedado com a ajuda do projeto ‘Perseguidos y Salvados’, cujo principal objetivo é recuperar a memória da passagem de milhares de judeus pelos Pirenéus de Lérida durante a Segunda Guerra Mundial.

Rachel Furstenberg, agora com 93 anos de idade, recebeu a carta na companhia do filho de Fanny, que já faleceu, e do resto da família, num ato que o periódico espanhol descreve como “carregado de emoção e simbolismo”.

O presidente da autarquia de Lérida, Joan Reñé, afirmou que a entrega do histórico documento representa um “ato de justiça”, que ao mesmo tempo serve de um importante testemunho das fugas pelos Pirenéus.

Morreu o "contabilista de Auschwitz"

March 13, 2018

“contabilista de Auschwitz”, um dos últimos acusados por crimes do nazismo na Alemanha, morreu aos 96 anos. Em 2015, Oskar Gröning foi condenado a quatro anos de prisão por cumplicidade na morte de 300 mil das vítimas do campo de extermínio nazi de Auschwitz (cerca de um milhão no total).

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Segundo a revista alemã Der Spiegel, que deu a notícia,Gröning morreu na sexta-feira mas as autoridades judiciais não tinham ainda recebido a certidão de óbito.

A atenção caiu sobre Oskar Gröning em 2005, depois de algumas entrevistas em que falou do que fez no campo, numa tentativa de luta contra quem nega o Holocausto. O “contabilista” juntava o dinheiro das vítimas e as notas que encontrasse na bagagem dos judeus que entravam no campo e enviava as verbas para as SS, em Berlim.

Museu do Louvre mostra obras pilhadas pelos nazis

March 13, 2018

A história é conhecida, e ciclicamente fala-se dela, como uma das feridas ainda não cicatrizadas resultantes do domínio nazi na Europa e que teve o seu epílogo com a derrota da Alemanha de Hitler no final de Segunda Guerra Mundial, em 1945. Falamos das dezenas de milhares de objectos de arte roubados aos seus legítimos proprietários, maioritariamente judeus, pelo aparelho repressivo do nazismo nos diferentes países que foi invadindo e conquistando desde o final da década de 30.

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Entre o polémico processo que, no início da década de 2000, envolveu a recuperação, em tribunal, da obra-prima de Gustav Klimt, Adele Bloch-Bauer 1(1907), por Maria Altmann, uma herdeira da mulher retratada (em 2006, este quadro seria vendido na Christie’s de Nova Iorque pela verba então recorde de 104 milhões de dólares), e o filme de George Clooney, Os Caçadores de Tesouros(2014), que documenta a forma como os Aliados recuperaram milhares das obras pilhadas pelos nazis, muito se tem falado sobre o tema.

Museu do Louvre abriu em Dezembro duas novas salas na sua sede em Paris exclusivamente dedicadas à exposição de parte das quase três centenas de pinturas que ainda estão na sua posse, das cerca de duas mil peças (pintura, desenho, escultura e outros objectos de arte) cujos legítimos donos (ou seus herdeiros) não foram ainda encontrados.

Carta enterrada por prisioneiro em Auschwitz revela o terror nazi

October 12, 2017

Todos os dias, Marcer Nadjari, juntamente com um vasto grupo de prisioneiros, era colocado a trabalhar em "Sonderkommando", uma das várias unidades de trabalho no campo de extermínio Nazi Auschwitz-Birkenau, a poucos quilómetros de Cracóvia, na Polónia, onde enfrentava um verdadeiro terror.

"Sofremos aquilo que nenhum humano pode imaginar", escreveu Nadjari numa carta que guardou secretamente em 1944, numa garrafa térmica envolvida numa bolsa de couro, mesmo ao lado do Crematório III, antes de o campo ser libertado, no início de 1945.

"Debaixo de um jardim, há dois quartos subterrâneos no porão: um serve para despir os prisioneiros, o outro é uma câmara de morte", escreveu Nadjari na carta que foi descoberta acidentalmente e revelada pelo "Deutsche Welle".

No documento, o prisioneiro grego descreve como os seus colegas eram colocados como "sardinhas", assim que eram "enfiados" nas câmaras de gás pelos guardas alemães. Era neste momento que Nadjari começava as suas funções.

"Depois de meia hora, tínhamos que abrir as portas e o nosso trabalho começava. Os corpos eram levados para os fornos dos crematórios, onde um ser humano ficava reduzido a 640 gramas de cinzas", pode ler-se no documento.

Para o historiador russo Pavel Polin, a raridade e importância das palavras de Nadjari, que eram praticamente impercetíveis quando foram descobertas, tornam-nas "bastante especiais". A carta é um dos nove documentos encontrados enterrados em Auschwitz. Os textos, escritos por um total de cinco prisioneiros, "são parte central da memória do Holocausto", disse o especialista.

Reconstrução do texto

Um estudante que estava a fazer escavações numa floresta junto às ruínas do crematório em Auschwitz-Birkenau descobriu as cartas no interior de uma garrafa térmica. Tal como as mensagens de outros colegas, estavam escritas em Yiddish e apenas 15% do texto era legível. "Estava enterrado há 35 anos em solo húmido e foi enviado para o museu do campo de concentração", disse Pavel Polin.

Em 2013, um jovem investigador russo passou um ano a trabalhar nos documentos, com ajuda de técnicas de análise de imagem multiespectral, dando o primeiro passo para que se tornassem conhecidos para o mundo. "Agora, podemos ler entre 85 e 90%", disse Polin, que começou o projeto. Uma tradução para inglês e grego já está a ser desenvolvida e espera-se que esteja pronta em novembro.

Uma incrível história de sobrevivência

Nascido em 1917, Marcel Nadjari vivia em Tessalónica e foi deportado para o campo do terror em 1944. "Se lerem aquilo que fizemos, vão questionar como foi possível enterrar os nossos amigos judeus", escreveu. "Isso foi o que pensei ao início e penso muitas vezes", lê-se.

Depois da guerra, e sobrevivendo ao campo de concentração, regressou à Grécia e em 1951 emigrou para os EUA, onde acabaria por morrer em 1971, com 54 anos. Apesar de ter sobrevivido, nunca revelou aos mais próximos que tinha deixado estas notas enterradas.

Dos cinco prisioneiros que deixaram cartas no campo de concentração, o grego foi o único que falou abertamente sobre vingança."Não estou triste se morrer, mas porque não serei capaz de me vingar como queria", escreveu.

Encontradas canções do Holocausto que se julgavam perdidas

February 09, 2017

Andaram perdidas durante 70 anos, mas a sua descoberta, por mera casualidade, numa velha bobina mal catalogada, e um rasgo de inventividade tecnológica de uma equipa da Universidade de Akron, nos Estados Unidos, resgataram do passado um conjunto de canções do Holocausto: as Canções de Hénonville.

Esta é a singular história das melodias que os prisioneiros judeus cantavam em iídiche e em alemão nos campos de concentração nazis, e que um psicólogo americano de origem russa, também ele judeu, chamado David Boder, captou em 1946, em velhas bobinas de arame.

(Para ler o artigo na íntegra clique na imagem)

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